“Quando falamos de risco em investimento imobiliário, pensamos quase sempre no mesmo: atrasos na obra, derrapagens orçamentais, oscilações de preço na revenda.
Raramente pensamos em catástrofe. Em colapso. Em casas soterradas.
Mas é exactamente isso que está a acontecer. A poucos metros de onde vivo.
Há anos que existem mapas de risco climático. Incêndios. Subida do nível médio das águas do mar. Relatórios à escala dos municípios com planos de adaptação. Pareciam cenários e respostas sobre um futuro distante. Deixaram de ser.
A pergunta que se impõe é simples:
Quem está preparado?
As populações? Os investidores? As autarquias? As seguradoras?
Suspeito que ninguém está particularmente bem preparado.
Ainda é cedo para tirar conclusões definitivas. Mas já não é cedo para mudar a forma como avaliamos risco. Os fenómenos extremos deixaram de ser hipóteses remotas. São variáveis reais que precisam de entrar nas nossas contas e decisões.
A questão já não é se vão acontecer. É onde e quando.”
João Grilo via LinkedIn
